Colaboradores Stéfany Caldas

A Tiktokrização das profissões: dance no seu ritmo!

Foto: Plann / Pexels

Por Stéfany Caldas – 11/11/201

A expressão ‘tiktokrização’ das profissões surgiu a partir da popularização do Tik Tok e do formato de conteúdos divulgados na rede. Uma plataforma que se comunica prioritariamente por meio de vídeos, engloba músicas, e, muito frequentemente, dancinhas coreografadas.

A expressão, na verdade, resume uma questão muito mais complexa e que vem sendo discutida por profissionais de diversas áreas na atualidade: a necessidade de estar (ou não) nas redes sociais com perfis profissionais, para exibir seu trabalho, como forma de obter destaque, relevância e autoridade frente ao público.

Sobre as críticas, há quem acredite que quem saiba produzir conteúdo, ou resolva contratar uma equipe responsável pelo serviço, saia na frente, e quem não se sinta confortável com a exposição das redes, com a demanda a mais de trabalho, e não se interesse por esse tipo de veiculação de imagem.

Do lado de cá, não só como jornalista e criadora de conteúdo, mas, como alguém que utiliza as redes sociais, alerto para outro viés: não se trata apenas de optar pela criação de uma conta profissional nas redes ou não, mas, de gerenciamento. E do que está sendo produzido.

Se o intuito é construir um relacionamento com um público que ainda não sabe que necessita de seu serviço, mas que será impactado por ele, é importante, desde o início, ter muito cuidado e planejamento com o tipo de conteúdo que será abordado e exposto.

Diariamente, rolando o feed das redes, nos deparamos com uma série de assuntos disputando espaço pelo nosso olhar. São temas, muitas vezes, sensíveis, que abordam questões como traumas, abusos, sequelas de uma infância com abandono, que buscam fisgar os leitores a qualquer custo.

Chama atenção o fato de que, por serem temáticas delicadas e que podem encontrar pessoas fragilizadas, ou mesmo, que causem alguma dificuldade de compreensão, não seriam abordados de forma expansiva e resumida, desse modo, no ambiente terapêutico, seja físico ou virtual.

Ao adentrar nesses espaços e acessar temas ligados a saúde física, mental, questões sociais e culturais, os profissionais possuem zelo ao dialogar, sabendo que transitam por um terreno irregular, e que, por isso, há a necessidade de preparação e amparo durante o manejo.

Assim, utilizar as mídias digitais para a divulgação de serviços profissionais, perpassa muito antes pela ética e pela responsabilidade do conteúdo tratado e da forma com que ele será exposto. Com danças, músicas, informações e coreografias, o importante é que a mensagem utilizada no ambiente digital esteja integrada e em consonância com o profissional que o cliente encontrará também no espaço físico.

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Stéfany é jornalista formada pela Universidade Federal de Alagoas. Possui especialização em Assessoria de Comunicação e Marketing, realizou cursos em Marketing de Conteúdo e Copywriting.
Gosta de escrever para se comunicar consigo e com o mundo, e aprendeu que a escrita, para ser ponte, precisa ter afeto.
Aqui fala de cultura, comportamento, relacionamentos, e tudo o que envolve gente!

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