Alpendre poesia

Um poema de Juliana Meira

Foto: Engin Akyurt / Pexels

quero ter esperança não que seja boa palavra
quero ter esperança não que já não tenha tido por-
que minha esperança desaba toda vez que age

quero ter esperança por isso escrevo esperança
que bobagem

***

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Juliana Meira vive em Canela/RS. Publicou, entre outros, água dura (Artes & Ecos, 2019), na língua da manhã silêncio e sal (Modelo de Nuvem/Belas Letras, 2017), livro vencedor do Prêmio Minuano de Literatura na categoria Poesia, em 2018. Integra as antologias Blasfêmeas: Mulheres de Palavra (Casa Verde, 2016), Treze Mulheres e Um Verão (Feito no Ato, 2018) e o manifesto Balbúrdia Poética: 80 Tiros (CJA Edições, 2019).

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