Colaboradores Stéfany Caldas

Uma dose de otimismo pra você

Foto: Reprodução

Por Stéfany Caldas – 01/07/2021

Esse não é mais um daqueles textos de autoajuda. E é justamente por isso que eu quero falar com você sobre otimismo.

Não acredito que trocar as lentes com que enxergamos os nossos caminhos seja questão exclusiva de escolha, ação imediata. Optar por sofrer ou gargalhar. Ficar entristecido ou dar risada. Em se tratando da existência, as coisas, apesar de ora parecerem bem óbvias, não são tão previsíveis assim.

A gente consegue compreender através do dia a dia, das nossas relações com as pessoas e com a possibilidade ou a ausência de oportunidades, o quanto estamos completamente interligados ao meio em que estamos inseridos. O quanto cada desordem no todo ressoa diretamente nas cordas das nossas emoções. As notas estão equilibradas ou provocam desconforto ao serem ouvidas? Tudo é pista e resposta.

E é por ressaltar essa nossa consonância com o universo e com o todo, que eu proponho hoje que a gente passe não apenas a creditar que os nossos anseios, os nossos receios e as nossas preocupações sejam o principal elo entre nós e a sociedade, nós e o nosso meio social.

Quero contar que é possível também ser alimentado de otimismo e de esperança por esse mesmo espaço coletivo de discussões, de compartilhamento de ideias e dessa egrégora de emoções, insights e sentimentos dos quais todos nós, seres, fazemos parte e dos nutrimos.

Jung estudou e buscou explicar esse acervo de informações, rituais e percepções, através do seu conceito de inconsciente coletivo: “um conjunto de sentimentos, pensamentos e lembranças compartilhadas por toda a humanidade”. Ou seja, de acordo com o fundador da psicologia analítica, todos nós temos acesso a um reservatório de imagens de nossos ancestrais, imagens das quais não lembramos de forma consciente, mas, possuímos pré-disposição para adentrar.

O que quero dizer com tudo isso é que possamos aprender a aproveitar esta mesma egrégora que nos aciona quando o momento pode ser de medo e de necessidade de autoproteção, para enxergamos as informações por trás dos acontecimentos, que possamos exercitar essa sabedoria ancestral que está em nosso acervo coletivo para captar e perceber o que nos acontece.

Acreditar que do mesmo meio social que te afeta, flores podem surgir. Você pode sentar e conversar aleatoriamente com alguém e ter a sensação de que conhece há um tempão, que poderiam ser amigas. Tenho certeza de que você sabe como é sentir isso.

Preste atenção durante todo o seu dia. Aliás, como começa ele? Os passarinhos te contam que a natureza continua com você, aonde quer que você vá. Você é parte dela. Lembra de onde você veio. Não esquece disso.

Lembra que há reviravoltas pro bem e que o bem pode te alcançar também.

Você permite que ele te encontre? Sorri, canta, agradece e celebra cada dia que se inicia e que finda? Veja bem, eu não estou dizendo pra você esquecer tudo o que acontece a nossa volta, esquecer os perigos, as contas, a situação do país e resolver que num piscar de olhos vai ficar somente feliz. Não é nada disso. Esse é um exercício completamente consciente. De você e do mundo. Enxergue tudo o que houver a sua volta. E aí, peça a presença do bem.

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Stéfany Caldas é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e Especialista em Assessoria de Comunicação e Marketing pelo Cesmac. É alagoana, feminista e cheia de interesse por esportes, natureza, música e gente!

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