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Mopho celebra 25 anos de carreira com lançamento de quinto álbum de estúdio

Capa do álbum ‘Que Fim Levou Meu Sorriso’. Divulgação

O álbum marca os 25 anos de carreira e a volta com a formação do Volume 3 da banda.

A banda alagoana Mopho lançou nesta sexta-feira (25) o EP Que Fim Levou Meu Sorriso. O álbum marca os 25 anos de carreira e a volta com a formação do Volume 3 da banda. Que Fim Levou Meu Sorriso tem seis faixas e está disponível nas plataformas digitais. A produção teve início no final de 2019, mas foi finalizada somente em 2020.

O lançamento marca o retorno de Júnior Bocão (baixo e voz) e Hélio Pisca (bateria), membros originais, que novamente se juntam a João Paulo (guitarra e voz) e Dinho Zampier (teclado). Quatro faixas de Que Fim Levou Meu Sorriso são de autoria de João Paulo, composições cujas primeiras ideias e arranjos surgiram ainda na produção do quarto álbum, Brejo (2017), e mais duas de Júnior Bocão, estas que fariam parte do segundo álbum do Mopho, Sine Diabolo Nullus Deus (2004).

Como revela o baixista sobre as suas composições, devido à ruptura da formação original, as faixas foram lançadas no álbum da banda Casa Flutuante, projeto de Bocão e Pisca, que finalmente ganharam arranjos do Mopho. A única participação do álbum é em Mundo Sem Fim, que tem vocais de Júlia Guimarães, filha do João Paulo, vocalista do projeto Ladybug. É, aliás, a primeira música com um feat na história do Mopho.

Que Fim Levou Meu Sorriso resgata o cancioneiro popular das influências radiofônicas, principalmente nordestinas, de artistas como Ednardo, Fagner, Belchior, mas tudo embalado a singular forma do Mopho de fazer música – a verve melancólica e camadas lisérgicas. Esta aura também é perceptível pelo canto mais enraizado do vocalista João Paulo.

Mopho

Mopho é uma banda de músicos com influências plurais, que transitam entre o rock dos anos 60/70 com um pouco de hard e psicodelia, e especialmente a música brasileira de Mutantes a Zé Ramalho. A banda foi formado em 1996, na cidade de Maceió.

Em 1997, lançam sua primeira demo-tape, Uma Leitura Mineral Incrível, e em 1999, o CD demo, Um Dia de Cada Vez, conquistando com estes trabalhos um grande respaldo na cena independente, o que fez com que chegasse aos ouvidos do lendário Luiz Calanca, que abriu as portas de sua loja/selo, Baratos Afins, para que a banda lançasse seu primeiro álbum autointitulado, no ano 2000.

Após mudanças na formação, a banda lança, em 2004, seu segundo disco, Sine Diabolo Nullus Deus, mantendo a verve que os tornou famosos, porém, com uma carga melancólica forte. Em 2011, sai Volume 3, contando com o retorno de integrantes da formação clássica e voltando com uma pegada mais pop. O disco foi bem recebido e levou a banda a um novo giro pelo país.

Em 2013, reconhecendo o primeiro disco como um marco na psicodelia brasileira, o selo Média4Music lança-o pela primeira vez em vinil, numa tiragem limitada, esgotando-se rapidamente. Em 2017, a banda chega ao seu aguardado quarto álbum, Brejo, um disco que, assim como o Sine Diabolo Nullus Deus, traz uma carga emocional forte e bastante pessoal para o compositor e líder João Paulo. Em 2019, com o retorno do baixista Junior Bocão e do baterista Hélio Pisca, a banda revive a formação que gravou o Volume 3.

FICHA TÉCNICA

Que Fim Levou Meu Sorriso
Gravado e mixado por Joaquim Prado no Estúdio Panda
Gravações adicionais no Divina Home. Masterizado por Brendan Duffey.
Direção de arte: Júnior Bocão
Designer gráfico e arte finalista: Victor Caesar

Este trabalho foi financiado com recursos da Lei Aldir Blanc através de Edital público da Secretaria de Cultura (Secult) de Alagoas.

Faixas

1. Mundo Sem Fim
2. Nau a Vagar
3. Mais um Dia
4. Merri-Go-Round
5. Deixe Estar
6. Imaginação

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