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Coletivo As Trapeiras usa o teatro digital para conscientizar mulheres sobre meios eficazes de denúncia

Foto: Dani Garcia

O app PenhaS, do instituto AzMina, é um dos serviços indicados pelo coletivo As Trapeiras na circulação do projeto Fortalecendo Mulheres. O grupo realiza ações virtuais com mulheres que foram vítimas de violência doméstica, promovendo autoconhecimento para a quebra destes ciclos.

O Coletivo As Trapeiras criou o “Fortalecendo Mulheres”, projeto contemplado na 17ª edição do Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais do Município de São Paulo (VAI) 2020 – Modalidade 2. Desde março de 2021 o projeto se conecta com mulheres trans e cis, criando um espaço de fuga do cotidiano para dialogar, criar estratégias e fortalecer a rede de apoio.

O grupo fomenta o empoderamento feminino através da arte, realizando apresentações do espetáculo de teatro fórum “Tramarias: Libertando-se das Tramas” e oficinas – envolvendo construção de xequerês, danças circulares, práticas teatrais – auxiliando no fortalecimento das mulheres.

“Empoderar não é algo que acontece de fora para dentro, mas sim um processo interno. Por isso, a cada encontro, a cada processo de frustração, de oportunidade, de desafio, nós nos fortalecemos”, dizem As Trapeiras.

E é durante as ações deste projeto que As Trapeiras aproveitam para transmitir informações relevantes e caminhos para ampliar a rede de proteção dessas mulheres. O app PenhaS, do instituto AzMina, é um dos serviços indicados pelo grupo.

App PenhaS

Lançado em março de 2019, o aplicativo PenhaS tem abrangência nacional, oferecendo apoio para mulheres em relacionamentos abusivos. Ao baixar o aplicativo, todas as mulheres (em situação de violência ou não) devem realizar um cadastro para ter acesso a: informação, diálogo sigiloso, apoio, rede de acolhimento e botão de pânico, onde pessoas de confiança podem ser acionadas em caso de urgência.

As usuárias podem ampliar seu conhecimento sobre os direitos da mulher, notícias sobre violência doméstica, e até ter acesso a um mapa das Delegacias e Serviços de Atendimento à Mulher de todo o Brasil, traçando a rota até o local mais próximo. Além disso, o app pode ativar uma gravação de áudio que capta o som ambiente, criando a oportunidade de produzir provas para a justiça.

Qualquer mulher pode fazer parte dessa rede de diálogo, oferecendo acolhimento para as vítimas de violência. As usuárias do aplicativo podem interagir no feed e aquelas em situação de violência permanecem anônimas e escolhem com quem conversar.

Nos dias 03, 10, 17 e 24 de maio de 2021, às 14h00, serão realizadas ações com mulheres em parceria com a Casa Anastácia e Casa Viviane, Centros de Defesa e Convivência da Mulher localizados na Zona Leste de São Paulo.

“Nestes tempos pandêmicos, temos o dever de continuarmos nos fortalecendo, e dessa forma, prosseguimos em parceria com AZMina, apoiando-nos em ações diretas para o combate da violência que sofrem as mulheres”, finalizam As Trapeiras.

Coletivo As Trapeiras

As Trapeiras unem-se para provocar a reflexão e conscientização sobre as problemáticas relacionadas à mulher no atual sistema patriarcal. Buscando criar parcerias e redes de fortalecimento nos Serviços Especializados de Atendimento à Mulher por onde circulou – no estado de São Paulo e Paraná – o grupo já acolheu mais de 6.000 (seis mil) mulheres em situação de violência, abordando casos individuais e coletivos vivenciados nas oficinas já ministradas.

O coletivo As Trapeiras foi fundado por Sabrina Motta, Jessica Duran e Ivy Mari Mikami. Já contou com as artistas Carol Doro, Patrícia Silva, Marina Affarez, Cecília Botoli, e atualmente é integrado pelas artistas plurais Amabile Inaê, Ivy Mari Mikami e Verónica Gálvez Collado.

Para mais informações:
Site: astrapeiras.wixsite.com/as-trapeiras
Instagram: @astrapeiras
Facebook: http://www.facebook.com/astrapeiras
Youtube: http://www.youtube.com/channel/UCrDAharuzeZCtg7tazFJGHw/featured
Baixe o PenhaS: http://www.penhas.com.br
Para conhecer melhor o aplicativo PenhaS, acesse: https://azmina.com.br/penhas/

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