Lançamento lide liquido Lorena Portela

Jornalista cearense lança romance sobre assédio, limite, morte e mistério em Jericoacoara

Foto: Capa “Primeiro eu tive que morrer”/Divulgação

Em “Primeiro Eu Tive Que Morrer”, Lorena Portela tanto expõe quanto milita pelo
feminino enquanto trata de cotidiano e amor

“Primeiro eu tive que morrer” é o romance de estreia da jornalista cearense Lorena Portela, e será lançado no próximo sábado (26), às 17h30, na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa (Portugal). A obra trata-se de uma ficção sobre a morte que lhe dá título, mas também sobre o feminino. Ao longo dos 31 capítulos, o morrer não é aquele definitivo, mas o que antecede os muitos renascimentos pelos quais se passa na vida. Nesse cenário, o feminino aparece, sem exceção, em todas as suas formas.

Com a fluidez de quem conversa, a cearense radicada em Londres criou poderosas personagens femininas de gerações e classes sociais distintas. O tom de proximidade utilizado na narrativa é resultado da experiência pessoal da autora com mulheres que a rodeiam, fazendo com o que o livro se pareça com uma biografia.

A trama é ambientada em Jericoacoara (CE), onde a protagonista começa a viver a história de amor com a qual sempre sonhou, mas se depara com as dificuldades de estar profundamente doente. Na vila onde vive, ela se aproxima de seis mulheres e revive seus fantasmas, demônios, traumas e medos. Ao relatar a vida – ou será a morte lenta? – das mulheres que criou, Lorena Portela revela pelejas, fantasmas, violências, e a misoginia estrutural de uma sociedade que tem espelho no cotidiano que está fora das páginas. O enredo guarda, ainda, algumas perguntas que caberá ao público responder no final da leitura.

“Como autora de ficção, eu quero que as pessoas se emocionem com meu livro e que ele contribua para manter vivo o gosto pela leitura, num momento tão delicado para o mercado editorial no Brasil”, explica Lorena Portela. “E, se no meio desse processo, os leitores ampliarem a discussão sobre alguns pontos que abordo, como abandono, excesso de trabalho, saúde mental e abusos, melhor ainda”, finaliza.

Sobre a produção do livro

Lorena Portela escreveu este primeiro livro em Londres, onde vive, nos primeiros meses do isolamento social imposto pela Covid-19. Ao decidir lançá-lo de forma independente, reuniu apenas mulheres em sua produção.

A capa é da artista visual Carolina Burgo, que pintou o projeto gráfico à mão, em acrílica. A edição e a revisão é da jornalista Raquel Lima. Já a diagramação e editoração eletrônica ficou por conta da designer Camilla Leite e a revisão técnica é da jornalista Juliana Espanhol.

O prefácio do livro é da escritora Cris Lisbôa e dez outras mulheres assinam as ilustrações que estão na tiragem especial da primeira edição: Karina Buhur, Dani Acioli, Azuhli, Flávia Rodrigues, Bia Penha, Jaqueline Arashida, Mônica Maria, Íldima Lima, Maria Eduarda Luz E Lis Areia. A exceção é o fotógrafo Igor Barbosa, que assina o book trailer. As demais peças de divulgação da obra foram pensados pela autora, que aposta na venda pelo próprio Instagram @portelori.

Biografia

Lorena Portela é uma jornalista com experiência no mercado publicitário cearense, área em que trabalhou como redatora e planejamento criativo por sete anos. Em 2015, deixou Fortaleza e foi viver em Lisboa. Depois de cinco anos na capital portuguesa, mudou-se para Londres, onde mora hoje.

Serviço:

Lançamento do livro “Primeiro Eu Tive Que Morrer”

Data: 26 de setembro de 2020
Horário: 17h30
Local: Fábrica Braço de Prata, Lisboa, Portugal.


Edição Independente

142 páginas
Preço: A consultar
Vendas on-line: Instagram @portelori
E-mail: primeiroeutivequemorrer@gmail.com

%d blogueiros gostam disto: