Agenda Cultural

Filosofia do Fim do Mundo: Seminário on-line inicia nesta segunda-feira

Imagem: Obra “Black cloud” (2013), de Fabian Bürgy (Divulgação).

A primeira edição do evento conta com ampla programação e reunirá pesquisadores de diversas áreas e regiões do Brasil.

A palavra “catástrofe” significa, em grego, “virada para baixo”, “desabamento” – aquilo que para a cosmologia yanomami se prediz como “A Queda do Céu”. Segundo o filósofo e professor de Filosofia, Mateus Uchôa, esse significado pode ser usado para a modulação do pensamento contemporâneo. “É como um ‘chamado’ da vida, do mundo material para descermos do ‘mundo das nuvens’ cujo espírito e totalidade colapsaram, afirma.

Junto com o artista visual e filósofo Lucas Dillacerda, Uchôa está no curadoria do Seminário on-line Filosofia do Fim do Mundo, que tem início nesta segunda-feira (18). Realizado em parceria com o Grupo de Estudos Pós-coloniais, da Universidade Estadual do Ceará – UECE, o Laboratório de Arte Contemporânea e o Laboratório de Estética e Filosofia da arte, ambos da Universidade Federal do Ceará – UFC; o evento parte da pandemia de Covid-19 e de temáticas como a questão dos limites do mundo humano, o Antropoceno, a Emergência Climática e a Necropolítica.

Entre sessões de comunicações e conferências, o evento é gratuito, aberto ao público e conta com uma programação robusta, que será realizada no período entre os dias 18 a 22 de maio. As atividades ocorrerão na plataforma Meet (Comunicações) e na página Filosofia On Face (Mesas de Conferências). Nos horários da manhã (9:00 às 12:00) e da tarde (14:00 às 17:00), serão realizadas as Comunicações e, às 19h, ocorrerão as Conferências.

Ao todo serão dez sessões de Comunicações, divididas em dez eixos temáticos: Teoria Queer e Ontologia Contemporânea; Feminismos e Interseccionalidade; Escatologia e Filosofia do Antropoceno; Tempo e Filosofia do Apocalipse ; Estética e Comunicação; Totalitarismo e Fascismo; Ecologias e Modos de Vida; Pensamento Indígena e Crise Ambiental; Artes no fim do mundo; Pensamento Decolonial e Arte Contemporânea.

Serão 5 mesas de conferências-lives dispostas com tema diversos, como Filosofia feminista e latinoamericana; Pensamento da Catástrofe; Crise capitalista contemporânea; Mundo Indígena e Arte Contemporânea; Antropoceno e Crise Ecológica.

Para Uchôa, a pandemia da Covid-19 provoca um trauma, em um sentido específico de sua etimologia: ‘friccionar’, ‘passar através’. “Considero o seminário uma forma potente e sofisticada de atravessarmos tudo isso que nos atinge”, pontua. Ele destaca que a inspiração para a realização do evento tem origem na pandemia de Covid-19, mas o evento foi pensamento à luz de alguns pensadores e pensadoras contemporâneos, tais como: Donna Haraway, Deborah Danoswski, Anna Tsing, Eduardo Viveiros de Castro, Isabelle Stenger e Bruno Latour.

Depois do anúncio da chamada para comunicações ocorreu muita procura de pessoas dispostas para colaborar com o evento. A segunda edição já está prevista para o mês de junho.

Serviço:

I Seminário Filosofia do Fim do Mundo
Período: 18 a 22 de maio de 2020
Programação completa: https://tinyurl.com/yada9k2w
Comunicações: https://meet.jit.si/FilosofiaDoFimDoM…
Horário das Comunicações: 9:00 às 12:00 e 14:00 às 17:00
Mesas: https://www.facebook.com/filosofiaonface
Horários das Mesas: 19 horas
Realização: Grupo de Estudos Pós-coloniais (UECE) Laboratório de arte contemporânea (UFC) Laboratório de estética e filosofia da arte (UFC)
Curadoria: Mateus Uchôa e Lucas Dillacerda

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