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Jericho Brown vence o Prêmio Pulitzer de Poesia com o livro The Tradition

O poeta e Professor associado da Universidade de Emory foi o vencedor na categoria Poesia do Prêmio Pulitzer.

Os vencedores do Prêmio Pulitzer foram anunciados ontem (4) no site e YouTube. O maior prêmio do jornalismo nos EUA reúne 15 categorias na área e mais 7 categorias, como Poesia, Música, Drama, Biografia, entre outras.

Na categoria Poesia, o vencedor foi Jericho Brown e seu livro The Tradition (Copper Canyon Press, 2019). Ainda não publicado no Brasil, o livro foi lançado em abril de 2019 e chegou a ser finalista do National Book Award.

Jericho Brown é poeta e professor do Programa de Escrita Criativa da Universidade Emory. Recebeu bolsas de estudo da Fundação Guggenheim, do Instituto Radcliffe de Estudos Avançados de Harvard e da Fundação Nacional para as Artes.

Brown tem três livros publicados e cada um deles foi vencedor de premiações importantes nos Estados Unidos. Please (New Issues), seu livro de estreia, foi lançado em 2008 e ganhou o American Book Award. The New Testament (Copper Canyon), de 2014, ganhou o Prêmio Anisfield-Wolf Book.

Ele também conta com diversos poemas publicados em Bennington Review, BuzzFeed, Fence, jubilat, The New Republic, The New York Times, The New Yorker, The Paris Review, TIME e vários volumes de The Best American Poetry.

Publicado pela Copper Canyon Press, desde seu lançamento “The Tradition” recebeu críticas elogiosas pela habilidade de Brown por levantar “questões imperativas” e questionar porque e como nos acostumamos ao terror: no quarto, na sala de aula, no local de trabalho e no cinema. De tiroteios em massa a estupro e assassinato de pessoas desarmadas pela polícia, Brown interrompe a complacência localizando cada emergência no jardim do corpo, onde os seres vivos crescem e murcham – ou sobrevivem.

O júri da categoria Poesia foi composto por Adam Kirsch (Poeta e crítico literário), Marilyn Chin (Poeta e Professora Emérita de Língua Inglesa da San Diego State University) e Patrick Phillips (Poeta e Professor de Língua Inglesa da Stanford University).

Categorias Ficção e Biografia

O escritor Colson Whitehead, que já havia sido premiado em 2017 pelo seu romance “Underground Railroad”, foi o ganhador de mais um prêmio Pulitzer, desta vez pelo livro “Reformatório Níquel” no qual, por meio da história de um reformatório para menores infratores, discute a segregação racial nos Estados Unidos. Ambos os livro do autor são publicados no país pela HarperCollins Brasil e estão em catálogo.

Colson Whitehead. Foto: Divulgação.

O escritor e pesquisador Benjamin Moser, por sua vez, foi eleito pelo livro “Sontag – Vida e Obra” (Companhia das Letras), biografia de Susan Sontag, lançada no Brasil no ano passado. A obra é fruto de sete anos de entrevistas e pesquisas nos arquivos deixados pela intelectual.

Os jurados do Pulitzer disseram que a biografia de Moser captura a inteligência e a humanidade de Sontag, bem como seus “vícios, ambiguidade sexual e entusiasmo volátil”.

Prêmio Pulitzer 2020

Ao anunciar vencedores, a administradora do Pulitzer, Dana Canedy, fez um paralelo histórico com a primeira cerimônia de premiação.

— Ironicamente, a primeira vez em que os prêmios foram dados foi em junho de 1917, menos de um ano antes da pandemia da gripe espanhola. Nestes tempos de incerteza sem precedentes, uma coisa sabemos com certeza, que o jornalismo jamais vai parar — afirmou Canedy, ao vivo de sua sala de estar.

O Pulitzer é considerado o maior prêmio do jornalismo nos EUA, e foi criado por desejo de Joseph Pulitzer, que morreu em 1911 e deixou parte de sua herança à Universidade Columbia. O dinheiro foi usado para fundar a Escola de Jornalismo da instituição, em 1912, e para estabelecer a premiação, que começou a ser concedida em 1917. Cada vencedor recebe US$ 15 mil — na categoria Serviço Público também é dada uma medalha de ouro.

Confira a lista completa de vencedores do Prêmio Pulitzer 2020 AQUI.

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