Ceará Lançamento lide liquido

Músico cearense Zéis lança seu novo álbum nesta quarta-feira (22)

Foto: Freddy Costa

Em “Caim”, o artista apresenta sua versatilidade enquanto instrumentista e traz referências da música folk com fortes traços de indie rock.

O cantor, compositor e ator Zéis lança nesta quarta-feira (22), o álbum “Caim”. Terceiro trabalho do artista, “Caim” conta com onze faixas e estará disponível nas principais plataformas digitais.

O álbum já pode ser conferido no canal de Zéis no YouTube e foi gravado entre novembro de 2018 e julho de 2019 quase que integralmente no homestudio Fora da Gaiola.

O lançamento oficial ocorrerá durante uma live no perfil do Instagram do músico (@zeis_musica) às 18h e contará com a participação da equipe de produção do disco.

Em seguida, Zéis fará mais mais duas lives tocando músicas do disco e outras da minha carreira. A primeira será na sexta (24), pelo Centro Cultural Belchior (@centroculturalbelchior), e a outra no sábado (25), pelo Sesc Ceará. Ambas as lives ocorrerão às 18h.

O álbum “Caim”

Segundo Zéis, as composições de seu novo álbum foram feitas durante os últimos anos e se somaram com outras mais antigas do próprio compositor.

“Apesar de ter composições de vários períodos da minha vida, a produção dele começou efetivamente em meados de 2018, quando eu e o Artur Guidugli, que é baterista e co-produtor do disco, começamos a criar os arranjos das músicas e a gravar as guias”, comenta.

Capa do álbum “Caim” com chamada para o lançamento. Arte: Renata Froan.

Durante a produção de seu novo álbum, o artista cearense conta que ouviu muitos cantores da música folk internacional, com destaque para Tim Buckley, Neil Young, Bob Dylan, Johnny Cash. Além deles, Belchior e Ednardo, que Zéis considera grandes representantes da música folk do Ceará.

O música relata que pretendia que na produção de “Caim” fossem utilizados mais instrumentos acústicos, como o violão, o banjo a gaita e que tivesse também muita guitarra com slides e piano.

O disco foi gravado usando equipamentos do próprio artista, com exceção das baterias, que foram gravadas no Comu Studio. Além da produção musical, Zéis assina também todas as composições do disco. O baterista Artur Guidugli é o co-produtor e também responsável pela captação e edição de áudio.

“Foi um trabalho que trouxe muito aprendizado, porque foi o primeiro projeto em que eu e o Artur gravamos todo o processo, desde a captação dos instrumentos, edição, posicionamento dos microfones, enfim, fizemos tudo”, detalha.

Zéis destaca que “Caim” foi o primeiro disco que teve liberdade para fazer a produção musical: “Fiz as escolhas tanto nas criações dos arranjos, como no processo de gravação e no diálogo com a mixagem”.

Foto: Freddy Costa

Além de Zéis tocando guitarra, gaita, banjo, piano, baixo e violão, e de Artur Guidugli tocando bateria, percussão, sintetizadores e piano, o álbum conta com a presença de Tiego Martin, tocando guitarra. Titi, do Comu Studio, é responsável pela mixagem e masterização. O trabalho conta ainda com o projeto gráfico da artista visual Renata Froan.

Sobre as letras do álbum, “Caim” traz questões sobre ruptura e enfrentamento, principalmente na faixa homônima, além de “Verborreia Genial” e “Na Contramão”.

Há também um forte teor espiritual nas canções “Mederi”, “A Balsa” e “O que nos mata”. A nostalgia se apresenta como tema de “Tudo que não presta mais” e na melancólica faixa instrumental “Na sua ausência”.

Temática mais presente no disco, o ocaso é explorado em “Pra curar”, “Aquela que te fez mudar”, que tratam sobre término de relacionamento, e “Em vão”.

Zéis

Cearense nascido em Fortaleza (mas criado na cidade de Caucaia, onde morou durante sua infância e até parte da fase adulta), Zéis tem 34 anos, sendo 9 deles dedicados às artes.

Começou a compor aos 15 anos, mas tem recordações de que ainda na infância começou a despertar maior interesse por música.

“Meu pai ouvia muito Raul Seixas, Tim Maia, Benito di Paula… esses são artistas que eu me recordo bem dessa época”. Na adolescência, o músico afirma que começou a ouvir muito Legião Urbana, porque influência de seu irmão, que tinha o álbum ‘As quatro estações’. “Aí eu ouvia tudo que chegava até mim do rock nacional e internacional: Engenheiros do Hawaii, Paralamas do Sucesso, Nirvana, muita banda, basicamente de rock”, relembra.

Foi nessa época que o músico despertou para o aprendizado do violão, ainda com o auxilio das revistinhas de cifra. Logo com os primeiros acordes ainda tímidos surgiu o interesse não só de ouvir e reproduzir, mas de começar a compor as próprias músicas.

Com quase dez anos de carreira, já se apresentou em diversos palcos não apenas do Ceará, incluindo festivais e mostras de música como Manifesta, Festival de Culturas da UFC, Mostra Petrúcio Maia, Conecta, Feira da Música, Maloca Dragão, Grito Rock, A reedição da Massafeira, WOW, Festival Elos, I Music.

Em novembro do ano passado, participou, junto com a cantora Luiza Nobel, do Festival Elos, no mesmo palco de Elza Soares.
“Depois do show a gente ainda conheceu ela… foi incrível”.

Confira uma entrevista exclusiva com Zéis AQUI.

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