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Programa Oficinas Culturais disponibiliza curtas-metragens sobre resistência de culturas tradicionais

Curta Elas Abriram Caminho Dançando. Foto: Divulgação

Em tempos de isolamento social para combater a Covid-19 (“Coronavírus”), diversas ações culturais estão disponíveis na internet. Uma delas é a série de cinco documentários em curta-metragem desenvolvidos por produtores independentes que participaram do Ciclo de Cultura Tradicional, projeto do Programa Oficinas Culturais. Os temas abordados nos documentários promovem reflexões sobre a importância das culturas indígenas, negras, caiçaras e caipiras do interior de São Paulo,    reunindo historiadores, pesquisadores, mestres e agentes culturais em torno do tema.

Realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, o Programa Oficinas Culturais atua, desde 1986, na formação e na vivência da população no campo de cultura, em diversas áreas como: artes plásticas, música, dança, fotografia, moda, performance, processos gráficos e teatro. O Programa é administrado pela Poiesis – Organização Social de Cultura, que desenvolve e gere programas e projetos, além de pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais, voltados para a formação complementar de estudantes e do público em geral.

Desde 2014, o projeto das Oficinas Culturais percorre o interior, litoral e região metropolitana paulista promovendo encontros, trocas de experiências e diálogos sobre tradições afro-brasileiras, religiosidade, cultura indígena, popular e caipira. Ao longo dos seis anos de atuação, o Ciclo já alcançou mais de 15 mil expectadores e abriu espaço para centenas de produtores artístico-culturais de regiões como Botucatu, Franca, Cubatão, Santos, Pereira Barreta, São Carlos e Sorocaba.

Para conhecer as manifestações culturais de comunidades indígenas, negras, caiçaras e caipiras do interior de São Paulo, acesso o canal de Oficinas Culturais no Youtube e assista, de forma gratuita, os documentários frutos da série de encontros do Ciclo de Cultura Tradicional do último ano. Todos são de classificação livre.

Sinopses dos documentários:

Entreposto – Tradição em Movimento no Caminho das Tropas

Direção: Mário de Almeida | BRA | 2019 | Doc | 15 min

No interior paulista, o músico, poeta e educador Bob Vieira busca vestígios da cultura tropeira em Itapetininga e região. Música, dança e culinária guiam-no por rastros de quase trezentos anos de tradições, em constante movimento entre passado e presente, rumo ao futuro.

Curta Entreposto – Tradição em Movimento no Caminho das Tropas. Foto: Divulgação

Povos Indígenas do Oeste Paulista

Direção: Ademilson Kikito Concianza e Gilmar Kiripuku Galache | BRA | 2019 | Doc | 19 min

Por meio das perspectivas dos povos Kaingang, Krenak, Terena e Guarani, traz luz ao cotidiano e à cultura indígena do Oeste Paulista, região que, no século XX, ficou marcada pelo genocídio e etnocídio dessa população. O filme aborda as relações intergeracionais, as tradições e os costumes das aldeias das terras indígenas Araribá, Icatu e Vanuíre.

Caiçara – Povo de fé e folia

Direção: Felipe Scapino | BRA | 2019 | Doc | 21 min

Dança, música, religiosidade, artesanato, pesca, linguajar, culinária e corrida de canoas. Este documentário apresenta a pluralidade cultural do povo caiçara, o qual tem a natureza e o território como principais meios para preservação do seu modo de vida.

Curta Caiçara – Povo de Fé e Folia. Foto: Divulgação

Religare – A diversidade da fé nas tradições de comunidades tradicionais em Cananéia

Direção: Cleber Rocha Chiquinho | BRA | 2019 | Doc | 19 min

A partir de práticas religiosas vivenciadas por mestres e lideranças de comunidades caiçaras, quilombolas e indígenas de Cananéia, município do litoral sul paulista, o filme aborda aspectos da diversidade da fé nas tradições desses grupos. Além desse aspecto, demonstra pontos de convergência com a religiosidade do cotidiano.

Elas Abriram o Caminho Dançando

Direção: Coletivo Pujança | BRA | 2019 | Doc | 20 min

No interior paulista, há mulheres negras que são guardiãs de tradições centenárias. Resguardando suas culturas e continuando suas lutas, elas questionaram normas e papeis para manter viva a herança que ganharam de seus ancestrais.

O destino a fez jornalista, afinal a única coisa que sabe fazer bem é contar estórias. Ela podia estar fazendo terapia para se tornar uma pessoa melhor, mas escolheu o jornalismo como divã para lidar com as aventuras e desventuras da vida. Ana Cecília (Maceió-AL) também é mestranda em Antropologia Social e tem interesse pelo estudo das dinâmicas urbanas e seus significados.

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