Lançamento lide liquido

Marcelo Yuka é homenageado na quarta edição do Projeto Carnavalhame

Nesta quinta-feira (13) será lançada a 4.ª Edição da Carnavalhame, que vem com mais novidades este ano.

Pela primeira vez, o projeto rende homenagem a um artista: o compositor Marcelo Yuka.

Reunindo mais de 30 artistas entre músicos e escritores, o tributo ao compositor que faleceu em janeiro do ano passado, conta com uma coletânea literária e um disco de releituras. O livro é composto por textos baseados na obra do artista e o disco de releituras de suas canções.

A capa é assinada pela designer e ilustradora piauiense Larissa Militão, que traz uma referência ao “Santo de Favela” presente na capa do Álbum Lado A, Lado B.

Capa da 4ª Edição da Carnavalhame. Imagem: Divulgação

O antológico disco foi lançado em 1999 pela banda O Rappa e que, de suas 12 faixas, traz composições como “Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero)”, “O que sobrou do céu” e a faixa homônima.

Segundo o grupo, escolher Marcelo Yuka é também escolher um lado, uma voz, uma bandeira, principalmente nos tempos de obscurantismo político em que vivemos, onde tantos direitos sociais têm sido destruídos numa tentativa torpe de criar uma narrativa de que o grande problema do Brasil é o “excesso” de direitos das minorias.

O projeto

Com a proposta de reunir escritores que pudessem comunicar o carnaval a partir de outros pontos de vista que não os já estabelecidos pelos mass media, o Projeto Carnavalhame surgiu em 2017. A coletânea contou com 36 autores, que colaboraram com prosa e poesia.

Na edição seguinte, realizada em 2018, surgiu a ideia de inserir música à produção autoral literária. A proposta da edição concentrou-se na criação e difusão de uma playlist composta de canções como “Livros”, de Caetano, “Eu quero é botar meu bloco na rua”, de Sérgio Sampaio, “Laiá laiá”, do Cícero, “Carnaval triste”, de Jorge Ben, “A marchinha psicótica de Dr. Soup”, de Júpiter Maçã, dentre outras.

Em 2019, unindo oficialmente literatura e música numa espécie de manifesto lítero-musical, Carnavalhame se propôs a aproximar vozes de artistas, possibilitando o contato com outras formas de produção. No primeiro semestre foi lançada uma coletânea com 28 escritores e 3 músicos da nova cena brasileira.

Marcelo Yuka

Um dos fundadores da banda O Rappa, Yuka faleceu no dia 18 de janeiro de 2019, aos 53 anos, em decorrência de um AVC.

Com O Rappa, o músico carioca chegou ao sucesso com o segundo disco, “Rappa Mundi”, em 1996. Era o baterista e principal compositor até sua saída, em 2001.

Marcelo Yuka. Foto: Divulgação

Yuka escreveu letras sobre temas como violência urbana, racismo e desigualdades sociais. “Minha alma (a paz que eu não quero)”, “Me deixa” e “Todo camburão tem um pouco de navio negreiro”, por exemplo, foram escritas por ele.

“A minha alma tá armada // E apontada para a cara do sossego // Pois paz sem voz // paz sem voz // Não é paz é medo”

Artista intenso, além de músico e compositor também foi produtor e ativista político. Também escreveu prosa e poesia e pintou quadros, com um espólio de cerca de 300 pinturas.


Conheça as edições anteriores da coletânea Carnavalhame clicando AQUI

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