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Juçara Marçal e Kiko Dinucci apresentam o show “Padê” em Maceió

Visceral. É como pode ser definida a apresentação de Juçara Marçal e seu parceiro de Metá Metá, Kiko Dinucci na noite dessa quarta-feira (5) no Teatro de Arena Sérgio Cardoso.

O local, que comporta 180 pessoas, estava lotado de fãs ansiosos para o início do show da mini turnê do disco “Padê”, que completa 12 anos de lançamento em 2020, sendo o marco do início da parceria entre os dois artistas. Além de Maceió, “Padê”, que em iorubá também pode significar “encontro”, passa ainda por Salvador, Olinda e João Pessoa.

Com uma luz de tonalidade vermelho-alaranjado sob o palco, às 20h14, a voz de Juçara Marçal preencheu todos os espaços do Teatro de Arena sob os aplausos do público.

Em formato acústico, Juçara Marçal e Kiko Dinucci fazem turnê comemorativa do disco “Padê”. Foto: Sousandré

Com um formato acústico e intimista, Juçara Marçal e Kiko Dinucci trouxeram composições que transitam entre a poética e a espiritualidade, com forte influência da vivência que a dupla tem das religiões de matriz africana.

“Abre o caminho, o sentinela está na porta // Abre o caminho pro mensageiro passar…”.

“Padê”, música que dá nome ao disco, foi a primeira a ser cantada pela dupla, que, de fato, promoveu um encontro naquela noite.

Os arranjos musicais, aliados à voz da parceira transmitiram toda a força, visceralidade e musicalidade que a dupla carrega. O que explica o motivo dessa parceria durar tanto tempo e ter rendido tantos frutos.

Kiko Dinucci apresentando ao público o disco de vinil do álbum Padê. Foto: Sousandré

O show contou com 16 músicas e transitou entre composições autorais de Dinucci como “Atotô”, “São Jorge” e “Roda de Sampa”, além de composições de outros artistas como Batatinha, Candeia etc.

Os artistas também trouxeram para o público composições do álbum Metá Metá, lançado em 2011, como “Samuel” e “Vias de Fato“.

Após o término da apresentação, o bis ficou por conta das músicas “Tristeza Não“, composição de Itamar Assunção (gravada por Juçara, Kiko e Thiago França no álbum Metal Metal em 2012), e a música “São Jorge“, que fez o público do teatro dançar.

Os artistas durante os agradecimentos ao público. Foto: Sousandré

Percepção do público

Para o público, a apresentação superou todas as expectativas. É o caso da jornalista Amanda Môa, que afirmou conhecer o trabalho de Juçara Marçal cerca de quinze anos, quando assistiu a um clipe na TV.

“Kiko também é espetacular. Já vi muitas performances online dele… o que ele consegue fazer com o violão é impressionante. A gente entra em uma atmosfera que parece que tem uma orquestra do lado. Foi uma apresentação incrível”, conta.

O destino a fez jornalista, afinal a única coisa que sabe fazer bem é contar estórias. Ela podia estar fazendo terapia para se tornar uma pessoa melhor, mas escolheu o jornalismo como divã para lidar com as aventuras e desventuras da vida. Ana Cecília (Maceió-AL) também é mestranda em Antropologia Social e tem interesse pelo estudo das dinâmicas urbanas e seus significados.

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