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Dia Nacional da Visibilidade Trans

Hoje (29) é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Trans. A data foi instituída a partir de 2004 para lembrar o dia em que 27 pessoas trans e travestis foram à Brasília, pela primeira vez em ato organizado especificamente para tal, lançar a campanha “Travesti e Respeito: já está na hora dos dois serem vistos juntos. Em casa. Na boate. Na escola. No trabalho. Na vida”, junto ao Congresso Nacional.

O evento de lançamento da campanha conferiu à data um sentido político de luta pela igualdade, respeito e visibilidade de pessoas trans.

Em junho de 2019, o STF se manifestou em relação a falta de leis para a proteção da população LGBT e criminalizou a homotransfobia. De acordo com a decisão do STF, enquanto não houver legislação específica, atos de homofobia ou transfobia podem ser tipificados como crimes de racismo.

Dossiê

Apesar de conquistas, como o uso do Nome social (decreto nº 8.727, de abril de 2016) e da cirurgia de redesignação sexual ser ofertada pelo Sistema único de saúde (SUS), a violência e a discriminação ainda são realidade para a maioria.

Em dossiê divulgado hoje pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), em 2019, pelo menos 124 pessoas transgênero, entre homens e mulheres transexuais, transmasculinos e travestis, foram assassinadas no Brasil, em contextos de transfobia.

Nessa 3ª edição do dossiê, referente ao ano de 2019, chama atenção o fato de o Brasil continuar sendo o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. O país passou do 55º lugar de 2018 para o 68º em 2019 no ranking de países seguros para a população LGBT.

O relatório aponta que, em 2018, foram registrados 163 assassinatos. Já em 2017, foram 179 casos. De acordo com a associação, a redução dos números não representa exatamente uma queda nos índices de violência contra essa população. Para a Antra, existe aumento da subnotificação das ocorrências.

De acordo com a associação, em apenas 11 dos casos os suspeitos de terem cometido os crimes foram identificados. Outro alerta que está no relatório é do problema da subnotificação, já que a real motivação dos crimes nem sempre é explicitada.

Os dados mostram ainda que, a cada dia em 2019, 11 pessoas transgênero sofreram agressões. A mais jovem das vítimas assassinadas tinha 15 anos de idade, encaixando-se no perfil predominante, que tem como características faixa etária entre 15 e 29 anos (59,2%) e gênero feminino (97,7%).

A desigualdade étnico-racial é outro fator em evidência, já que 82% das vítimas eram negras (pardas ou pretas).

Confira o Dossiê clicando AQUI

1 comentário em “Dia Nacional da Visibilidade Trans

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