Alpendre poesia

Dois poemas de Juliana Meira

a ida da mosca até a lâmpada
a viagem da Parker sonda suicida da Nasa

os animais que têm ânsias a mais ou asas

*

do ombro do oitavo andar a toalha de banho foi parar lá

já despencaram vários anos de ar tenso e água violenta
mas a toalha de banho medra no corpo seco da paineira

***

Juliana Meira nasceu em Carazinho/RS e vive em Porto Alegre. Publicou água dura (Artes & Ecos, 2019), na língua da manhã silêncio e sal (Modelo de Nuvem/Belas Letras, 2017), livro vencedor do Prêmio Minuano de Literatura na categoria poesia 2018, poema pássaro (Patuá, 2015), entre outros livros. Integra as coletâneas Blasfêmeas: mulheres de palavra (Casa Verde, 2016), Treze Mulheres e um Verão (Feito no Ato/Psappha, 2018) e o manifesto Balbúrdia Poética: 80 Tiros (CJA Edições, 2019).

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