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Euclides da Cunha, 110 anos do falecimento de um narrador sincero que encara a História

Foto: Reprodução

Euclides da Cunha foi engenheiro militar, jornalista, ensaísta e historiador brasileiro. Ocupante da cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras, nasceu em Cantagalo, RJ, em 20 de janeiro de 1866, e faleceu no Rio de Janeiro em 15 de agosto de 1909, há exatos 110 anos.
Colaborador do jornal A Província de São Paulo (que veio a se tornar O Estado de S.Paulo), em 19 de janeiro de 1898 publica o artigo “Excertos de um livro inédito”, primeira aproximação do que seria Os sertões, sua obra máxima e um clássico da literatura, publicada em 1902.
Rompendo com as suas ideias pré concebidas sobre raça e descobrindo o verdadeiro interior do Brasil, Euclides da Cunha escreve Os sertões a partir de seu trabalho como correspondente do jornal O Estado de S.Paulo na cobertura jornalística da revolta de Canudos (1896-97), ocorrida no interior da Bahia. O episódio histórico narra o conflito entre o exército e o governo brasileiro ao movimento de cunho social, político e religioso liderado por Antônio Conselheiro.
Em julho de 2019, Euclides da Cunha foi o autor homenageado da 17ª Festa Literária Internacional de Paraty. O escritor permanece, para muitos, e parafraseando a sua Nota Preliminar de Os Sertões, um “narrador sincero que encara a História como ela merece”.

Sobre sousandre

Nordestino, fotógrafo e editor da Arribação.

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