Alpendre poesia

Dois poemas de Diego Wayne

HUMANOS DESUMANOS

Vivo entre injustos
convictos até suas raízes.
Há tempos nessa guerra de cor e sangue,
o mundo é um curral dividindo os sexos.
Humanos, desumanos
mas aos que me julgam, aponto o dedo do meio
em sinal que sou de esquerda
me alimento do que é real.
Tem gente que só tem a aparência
e por isso se emudece.
Sem máscara sou o que sinto
graças ao que agora sei
posso gozar sem culpa!

***

EROS

Cama macia
Pele sedosa
Arde no meio
Da noite

Atiçamos a brasa
A nudez velada
A boca se abre faminta

A fome não cessa
A terra gira
palavras escapam
Como balões de ar

Suor e sal
Momento irracional
No peito o coração implode
A alma padece no intimo.

***

.

Diego Wayne é capricorniano, paraense formado em Letras – Língua inglesa pela UFPA e é Pós-Graduado no Ensino de Artes. Tem poemas publicados no blog do Plástico bolha, nas revistas A Bacana e Ruído Manifesto e em Antologia de Jovens Poetas Paraenses. É professor da rede estadual do Pará, ama literatura e arte e música é o seu combustível. Em 2018 Diego publicou o seu primeiro livro de poesia: Coração de Unicórnio (Rico editora).

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