Alpendre poesia

Sísifo, de Cosme Rogério Ferreira

Pobre Sísifo…
Tão sábio e prudente,
pra bandido tinha a maior vocação.

Rosto que, perto da pedra,
também em pedra se torna,
como castigo dos deuses,
encontrou o seu quinhão:

rolar uma pedra pr’um lado,
e vê-la rolar novamente pro outro.
E recomeçar a rolagem.

e de novo…
e de novo…
e de novo…
e de novo…

Já lá ab aeternum.
Já lá absurdo!
Pra lá de ad nauseam…

Não dá pra mim, não!
Pra Sísifo, deu.

***

Cosme Rogério Ferreira é graduado em Filosofia, mestre em Sociologia, ator e diretor de cena. Foi secretário municipal de Cultura de Palmeira dos Índios, conselheiro do Fórum Estadual de Turismo de Alagoas (FORETUR-AL) e gerente de Extensão e Relações Comunitárias da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL). Sócio colaborador da Academia Palmeirense de Letras Ciências e Artes (APALCA), sócio efetivo da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN). É professor de Filosofia do Instituto Federal de Alagoas – IFAL / Campus Batalha, e representante do Setorial do Livro e da Leitura no Conselho Municipal de Política Cultural de Palmeira dos Índios. Autor dos livros: ‘Habitus, campo e mercado editorial: a construção do prestígio da obra de Graciliano Ramos’ (EDUFAL, 2015) e ‘Radiações de fundo cósmico’ (Imprensa Oficial Graciliano Ramos, 2016). Co-autor de ‘Alagoas: a herança indígena’ (Senado Federal, 2017).

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